Berlin at a glance...and a glass of beer...Proust!

Imagina você pegar um trem na Dinamarca rumo à Alemanha mas sem estar certa de que vai parar na cidade que vc quer. Leu o post anterior né?...
Enfim, eu estava indo para Berlin mas acabei tomando um trem que parou em Hamburgo!...E era ceeeedo, 5 da manhã...ai ai ai ok no problem, foi só ir até a máquina de tickets e comprar o trecho que faltava.

Foram apenas 2 dias em Berlin porque não estava originalmente no roteiro dessa viagem, mas acabou acontecendo por conta de...uma desilusão afetiva. A viagem inicial era Estocolmo-Copenhagen-Amsterdam (ida e volta com conexão em Lisboa), mas saí da capital sueca antes do previsto. Ué gente, eu não havia ido lá só pra comer Kanelbullar não! rsrs 
O fato é que ganhei uns dias 'extras' que distribuí pelas demais cidades e fiz um pit stop nesse lugar carregado de História; valeu muito a pena mesmo que tenha sido rápido.

Foi a única noite nesse tour, em que fiquei num hotel. É claro que eu havia consultado meu blog-guru e já sabia aonde me localizar, então reservei um lugar na área de Rosenplatz, bairro de Mitte, ótimo lugar com muito comércio, transporte e dava para ir a pé até Alexanderplatz.


Pra chegar lá, era só pegar o Tram (VLT) em frente à estação central de trem (Hauptbahnhof), só que na parada a maquininha de tickets estava quebrada. Como eu não sabia que dava pra comprar dentro do tram, voltei pra estação, descobri que havia uma lojinha deles e fui lá, no meio da compra acabei me tocando que estava errado e pedi para trocar, trocaram, devolveram a diferença, me deram o certo, ufff tudo em alemão (eles, pois não falo) e mímica (eu) rsrs. A atendente conseguiu me explicar em algo de Inglês que...ela não sabia pra que direção eu tinha que pegar o Tram. (!)
Custou um pouco, mas cheguei!

Achei todo o capítulo de Berlin o mais "gente como a gente". Trem com atrasos e essas pequenas falhas tipo a máquina quebrada, na rua o povo atravessando fora do sinal mesmo, calorrrrrrr kkkkk era engraçado porque por um lado era tão familiar e por outro me surpreendia aquela quebra de protocolo alemã. Metrópoles, são todas iguais..Será mesmo?

Como eu tinha pouco tempo, o 1o passo foi fazer um tour geralzão no Berlin Bus para depois escolher descer em alguns lugares. Mas não sem antes caminhar até Alexanderplatz com sua icônica Fernsehturm, que é uma torre de tv. Pois é, as metrópoles podem ser parecidas entre si, mas não são iguais. Berlin foi fundada no séc. XIII, foi capital da Prússia, da República de Weimar, do Terceiro Reich, ficou um ruínas, se reconstruiu, foi dividida entre 2 países, controlada por 4 representações estrangeiras, se reunificou e hoje é a capital de uma das nações mais poderosas do mundo. Alguém aí me corrija, se eu estiver esquecendo alguma coisa.

O Muro
Existem muitos 'muros' virtuais que conhecemos, e inclusive são parte non grata do nosso cotidiano, as fendas entre classes sociais por exemplo. São fortes e os sentimos.
Ver os restos do Muro, uma barreira física e palpável, e imaginar a divisão da forma em que foi feita, choca. Todo o traçado segue presente sobre o asfalto, sobre as calçadas, qual cicatriz.
E realmente, é. 
Os fragmentos que ainda estão de pé formam um memorial ao ar livre, e sobretudo na área do rio foram cobertos com  pinturas e mensagens de paz.

Checkpoint Charlie, antigo posto militar ente as zonas americana e soviética, hoje é um ponto turístico dos mais concorridos. Há um museu que fica bem em frente, tem um acervo enorme sobre a história do local e vale a pena ver. Sinceramente acho que nem almocei esse dia, comi algo no caminho para o Jewish Museum, obra do Arquiteto Daniel Libeskind que estava na minha lista de "passar dos livros para a vida real". 
Resolvi ir andando e...nossa, andei, gente, andei muito rsrs acho que devo ter dados umas 2 voltas nas ruas de trás perto do Museu e não encontrava, até que cheguei e pra mim essa visita valeu toda a caminhada, o edifício é muito interessante em seu interior.

TODO o propósito do museu está magnificamente expressado numa sala, a Torre do Holocausto. 
Vazia, com 24 metros de altura fria e uma aresta agudíssima que culminam num teto preto de onde entra luz apenas por uma fresta lá em cima.
Quase ninguém se aproxima do canto, todos se sentem num poço mortal. O projeto merece todos os aplausos.

Depois de tanta intensidade histórica, eu precisava mesmo era de um bom drink para celebrar a viagem (sim, sempre há uma boa desculpa) e acabei encontrando um lugar bem gostosinho e informal chamado Clärchens Ballhaus, já no bairro de Mitte, uma casa que era um antigo salão de baile com pátio, achei curioso que era só chegar e sentar, como estamos acostumados aqui no Brasil, e não esperar a recepcionista te levar à mesa como nos EUA ou outros locais que visitei. Não digo que Berlin é gente como a gente?! rsrs 

No dia seguinte deixei a mala pronta e fui dar uma última voltinha no meu tour Berlin at a glance (= Berlim resumida)
Cruzando pela Av. Karl Marx, é notória a diferença entre as áreas Leste (Oriental) e Oeste (Ocidental) e interessante observar as tipologias dos conjuntos residenciais de herança racionalista. 
A área do Portão de Brandemburgo estava em obras, o Parlamento, a Filarmônica, e muito mais, ficaram para uma próxima visita.

Ainda faltava aquele capítulo pintoresco que busco em cada lugar que visito. Perambulando, acabei encontrando uma cervejaria enorme daquelas que devem ficar lotadas aos sábados, com alemães bêbados cantando em voz alta. OK, era um dia de semana à tarde e aquilo estava longe de parecer uma Oktoberfest, mas mesmo assim entrei e pedi meu salsichão, salada de batatas e uma boa caneca de cerveja gelada. Eu não curto tanto cerveja mas...estava me despedindo da minha rápida visita à Alemanha e o brinde era inevitável. Proust!


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